sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Autismo

«Governo contabiliza adesão à greve na administração central em 22 por cento»

Brilhante. Estamos no tempo da desinformação. Com a ajuda da RTP, locais escolhidos a dedo foram visitados pelas reportagens, para dar a ideia completa da normalidade. É pena que o português, por mais estúpido que seja, já percebeu que há dois países: o real e o que passa nas TV's.

Querem ver outro caso? Procurem pelos verdadeiros incidentes dos militares estacionados nas zonas de guerra (Iraque e Afeganistão) e procurem saber das condições dos militares. E acreditem também que não há voluntários...

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Simplesmente fantástico!

Que o pasquim em questão nos tinha habituado a peças de mau jornalismo e pouca imparcialidade, já o tinha referido anteriormente. Mas hoje atingiu um limite impensável. Alguém que ensine aos idiotas que a tradução de "Algeria" é Argélia.

domingo, 18 de novembro de 2007

Competência (ou falta dela)!

Bom, soube-se que as Estradas de Portugal andam a gastar demais. Politicamente, e como falta pouco tempo para eleições, o Publicitário-Mor não gostou e ordena ao Ministro Bonacheirão que mude o sujeito.

Ora, escolher alguém é fácil. Escolher alguém que faça o líder da oposição elogie é mais difícil. Mas escolher alguém que seja competente (seriamente competente e não politicamente competente, são duas coisas completamente diferentes) e que seja elogiado pelo líder da oposição, ainda mais difícil se torna.

Por outro lado, olhamos para uma RTP que transparece uma certa insegurança interior (principalmente na relação entre Administrador e empregados) para a opinião pública mas que, a confiar nas crónicas que me chegam de pessoas que lá trabalham, ainda é pior. Sabemos da ponta do "desconforto" (processo ao José Rodrigues dos Santos), sabemos do número de processos disciplinares a jornalistas, mas há mais problemas: má gestão do pessoal (secções com excesso de pessoas e outras com falta delas), memorandos de conteúdo, vá, pouco democráticos no séc. XXI, ...

Então o que se faz? Coloca-se o mau gestor (uma empresa pública não são só números, como o Publicitário-Mor quer fazer crer, e mesmo nos números, era bom que o Tribunal de Contas confirmasse as contas da RTP) numa empresa mal gerida. Mas é amigo do Ministro. Pronto, como é amigo do Ministro e laranja, já pode ser. E com isso, até se cala o líder da oposição.

Pobre Portugal entregue a estes parasitas. Quando lhes chegará a vergonha?

sábado, 17 de novembro de 2007

Ota

Está na ordem do dia. De novo. O que é que isso significa para nós, portugueses? Simples, que estamos a pagar estudos encomendados por amigos de amigos da malta que governa. A recente cronologia permitirá esclarecer que, de facto, passa-se mais tempo em estudos que a trabalhar neste país, senão vejamos:
  1. A Confederação das Indústrias Portuguesas (CIP) faz um estudo que conclui que o aeroporto em Alcochete é que era.
  2. O Ministro Lino (cujo artigo da Visão desta quinta-feira a Áurea Sampaio classifica como bonacheirão e amante da boa mesa... eu sou amante da boa mesa e não tenho um ar tão absorto e idiota como ele a explicar os benefícios do aeroporto na Ota) encomenda um estudo à Rede Ferroviária de Alta Velocidade (RAVE) (cf, nota de rodapé) para arrumar o estudo da CIP.
  3. A CIP tenta salvar o seu estudo, apontando claramente a encomenda com laço e açucar do Ministro, e insinuando que o lobby PS dos terrenos na Ota é a única coisa que faz manter viva aquele pântano como localização.
  4. Entra em cena o defensor das causas perdidas, mostrando por A+B que o estudo é mau. Além de ser parcial, devido à sua cor política, como raio é possível confiar numa opinião de alguém que nem sequer sabe contar? (Gostei particularmente do especialista em Túneis "entrevistado" pelo Expresso... uma pesquisa mais atenta descobre que o senhor referido como especialista em túneis tem 3 anos de experiência profissional e área da sua formação é ... pontes!)
  5. Obviamente que chegamos aos dias de hoje e só sentimos que estão a ir-nos ao bolso porque nada disto serve aos portugueses mas sim a interesses particulares.
Notas adicionais:
  • Em relação à RAVE, lê-se no site, na parte do "Quem somos?":
«A RAVE, Rede Ferroviária de Alta Velocidade, SA, é a empresa portuguesa que tem por missão o desenvolvimento e coordenação dos trabalhos e estudos necessários para a formação de decisões de planeamento e construção, financiamento, fornecimento e exploração de uma rede ferroviária de alta velocidade a instalar em Portugal Continental e da sua ligação com a rede espanhola de igual natureza.»
É só de mim ou isto cheira a "jobs for the boys" criado pelo PS em 2000, continuado pelo PSD e agora reaproveitado pelo PS para os seus intentos?
  • Em relação ao ponto 4, o argumento usado é do mesmo calibre que esse senhor usa para atacar quem não gosta, ou seja, algo de completamente inócuo, que nada tem a ver com o assunto em discussão, mas que serve para tentar enfraquecer o opositor.


Hiato.

Tinha que escrever hiato no blog. Sabe bem. Não ganhei 50000 euros como a outra por saber o que era cáfila. Pronto, mas nem toda a gente pode ganhar 50000 por ninharias.

Isto tudo para dizer que estou de volta. Agora é que vamos entornar o caldo.