quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

E o aeroporto vai para...

...ALCOCHETE. Alguém, prevendo que a decisão iria ser contrária às suas muitas e variadas razões para colocar o dito aeroporto na Ota, tratou logo de dizer que era preciso resgatar a concessão das pontes à Lusoponte, concessão essa determinada pelo PSD (nomeadamente pelo Ministro das Obras Públicas, Ferreira do Amaral), cujo presidente da concessionária é o dito Ministro e cujo principal accionista é a Somague, que andou a financiar as campanhas do PSD.

Respondo eu que, olhando para alguns registos da Câmara Municipal de Alenquer, iríamos descobrir coisas muito curiosas, como por exemplo, certos e referidos senhores ligados a um certo partido no governo (e não só... mas se é para atacar, usa-se a informação que nos dá jeito, usando o mesmo modus operandi do sujeito) terem comprado resmas e resmas de terrenos próximos à suposta localização do Aeroporto por esses lados, ao preço da uva mijona, tendo beneficiado de informação priveligiada que, aquando da subida do mesmo ao poder, haveria lá uma grande obra pública. Daí percebermos a terrível azia que certos sujeitos têm, bem como certos argumentos que publicamente defenderam, para defenderem a OTA.

Dois conselhos:
  1. Não usem de tanta informação em primeira mão porque pode haver algo que corra mal, e não usem essa informação para fazer investimentos que podem render pouco ou nada.
  2. Rennie é bom para o que estão a sentir agora.
É a vida!

P.S.: É curioso como num blog de tanto sectarismo se encontra uma pessoa de grande valia como é a eurodeputada Ana Gomes. Identifico-me muito com as suas posições e é admirável a sua coerência, sentido de responsabilidade e o seu conhecimento. Como ela, defendo uma leitura atenta da entrevista de Ferro Rodrigues à Visão da semana passada.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Eleições nos EUA

Já andava há algum tempo para falar nisto, mas só agora calhou. Depois da derrota no Iowa, Hillary Clinton bateu Barack Obama em New Hampshire. Isto só torna as coisas cada vez mais interessantes. Por mim, estou perfeitamente descansado: ganhe Hillary, Obama ou Edwards (2º em Iowa e 3º em New Hampshire), o partido democrata ficará com um forte candidato para bater um qualquer republicano.

Quanto aos republicanos, o menos mau venceu em New Hampshire. John McCain tem, realmente, algumas boas ideias para a saúde e educação, mantendo a mesma política desastrosa em relação à Defesa e Negócios Estrangeiros. Pelo contrário, o vencedor em Iowa (Mike Huckabee), um conservador no pior sentido, ficou em terceiro. As políticas do sujeito são más em todas as áreas mas gostaria de destacar a ideia de construir uma vedação que envolva todo o país, a abolição da actual lei que prevê a possibilidade de abortar (segundo ele, "porque toda a vida é sagrada" - até aqui tudo bem...) mas a imposição da pena de morte em todos os estados e abolição de políticas de aministra/tolerância para imigrantes (então nem toda a vida é sagrada, pelo menos os imigrantes não são vidas nem pessoas).

E continua...

Numa adenda ao último post, o Banco de Portugal e o seu Governador vêm dizer que Portugal cresce economicamente menos do que o previsto. Notas a reter desta intervenção:
  1. Parece difícil, mas pagarem 280 mil euros/ano para dizer que o país está na merda é uma afronta a quem ganha 426 euros/mês. Além disso, dizer o óbvio é o mesmo que estar calado.
  2. O Governador veio contrariar as previsões utópicas do ditadorzeco de trazer por casa na sua mensagem natalícia. É realmente extraordinário que só agora os Governadores e demais parasitas venham compreender que isto não é o mar de rosas que certa comunicação social (bem paga) tenta vender. Mas espera, esse pagamento é feito pelos parasitas... ah pois.
  3. Por último, cada vez mais compreendo as pessoas que pretendem fugir deste país. Com ordenados miseráveis e serviços ao preço de países desenvolvidos, os portugueses são, realmente, um povo fantástico porque conseguem o verdadeiro milagre de fazerem omoletes sem ovos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Mamã eu quero, mamã eu quero, mamãããã eu quero mamar...

Condições de Trabalho:
  • 280 mil euros anuais;
  • Regulação das Instituições Bancárias do País;
  • Aconselhamento económico;
  • Regulação das Taxas de Juro;
  • Garantia de segurança e imparcialidade;
  • Regulação do valor da moeda nacional (obsoleto);
  • Impossibilidade de saída do cargo (Artigo 33º dos Estatutos do Sistema Europeu de Bancos Centrais) - «Os membros do conselho de administração [do banco central] são inamovíveis»;
Do discurso de tomada de posse para o mandato de 5 anos, pode-se ouvir o Ministro dizer:
«É por isso que Portugal precisa de um supervisor bancáriodinâmico, capaz de exercer a sua função de forma rigorosa e disciplinadora, mas também dinamizadora da sã concorrência e competitividade do sector bancário, acautelada a prevenção do risco sistémico e à protecção dos consumidores de produtos bancários.
Isto é, uma supervisão capaz de gerar nos utentes dos serviços bancários, serenidade e confiança em relação às suas poupanças e, nas instituições prestadoras de serviços bancários, a certeza de um controlo permanente quanto à legalidade da sua actuação.»

Resultados Práticos:

  • Défice público agravado; (um ordenado daqueles dá para alimentar muita gente)
  • Passividade total nos movimentos de gestores de grupos públicos para privados e vice-versa;
  • Passividade total na violações, discriminações e discrepâncias promovidas pelas Instituições Bancárias, nomeadamente na verificação da aplicação da Lei sobre os arredondamentos das Taxas de Juro e nos custos das operações bancárias, que aumentaram para o dobro de há 5 anos para cá;
  • Actuação nula sobre o caso BCP (passagem de gestores entre bancos concorrentes, com possível troca de estratégias não me parece muito lícito);
  • Esclarecimento nulo sobre a crise dos mercados financeiros devido ao subprime.
E depois de saber que o titular da pasta nos EUA ganha metade e tem o dobro das responsabilidades...

Diálogos Intemporais

Uma conversa em família de uma professora, em 1988:

- Então, o que fizeste hoje, querida?
- Fui dar aulas, depois fui tirar dúvidas, fui dar um Apoio e vim embora.




Uma conversa em família de uma professora, em 2008:

- Então, o que fizeste hoje, querida?
- Fui tratar da papelada dos Apoios, depois tive que ir ao SAS, ao GRUME, ao GRUB, à sala de vídeo, à biblioteca, dar uma aula de Substituição.
- E aulas?
- Isso é só amanhã, depois do GRUB e antes da biblioteca.
- Ah....

O Livro Branco das Relações Laborais

Como a maior parte dos leitores do blog são trabalhadores ou estão em vias de o ser, decidi prestar serviço público de informação sobre algo que nos poderá afectar em breve. Falo de uma comissão (sempre que falo de comissão, vêm-me à memória uma rábula dos Gato Fedorento sobre a criação das ditas) que apresentará sugestões para alteração do Código de Trabalho (que, já de si, é uma merda, mas com isto tende a ficar uma merda lastimosa. Resumindo, a comissão chegou às seguintes conclusões:

  1. Que pode ter vantagem esclarecer que o trabalhador deve ser uma pessoa física (neste momento, estou a passar do estado sólido ao líquido por aquecimento interno à conta da irritabilidade que me invadiu, ao pensar que estes gajos foram PAGOS para descobrir esta "pólvora);
  2. Que o recurso extensivo à utilização de formas atípicas de emprego (leia-se, contratos a termo certo com duração inferior a 6 meses, recibos verdes, falsos trabalhadores independentes, ...) configuraria o reverso da medalha da "rigidez" aos despedimentos individuais, com consequências negativas na segmentação dos mercados de trabalho. (Se há coisa que os sindicatos andam a berrar há muitos anos é a precaridade do trabalho em Portugal. Uma conclusão destas, além de ser óbvia, não tem nada de assinalável.)
  3. Que poderá ser necessário introduzir novas formas de contratação laboral, nomeadamente trabalho repartido e trabalho intermitente. (Ora, mas não criticaram isto no ponto anterior? São PAGOS para se contradizerem...)
  4. Que é indesejável (porque tecnicamente inviável) que se regulamente o tempo de trabalho. (Exacto, assim já não há a obrigação de pagar horas extraordinárias porque, ao contrário do que as cabecinhas da Comissão pensam, o povo trabalha bem mais do que as supostas 35 horas...)
  5. Que o conceito de Diuturnidades (bónus do salário após um certo tempo de serviço) deve ser erradicado e que o valor do subsídio de férias deve depender do número mínimo de dias que se pode ter. (Resume-se em perda de regalias desses calões, vulgo trabalhadores)
  6. Que as modificações a integrar no regime processual da Cessação do Contrato devem ser articuladas com outras formas de promoção do emprego e da empregabilidade. (Yeah, right, dá-me mais música a ver se eu gosto...)
  7. Que as formalidades sobre a cessação do contrato hoje impostas, em especial as conexas com a instrução, deixariam de ser obrigatórias, cabendo ao empregador decidir se as pretender promover ou não, sendo certo que devia ficar claro na lei que a realização ou a não realização de diligências probatórias em sede de procedimento não teria consequências na avaliação judicial do despedimento. (Chama-se a isto "promoção do desemprego" ou "facilitismo de despedimento", em contradição com o ponto anterior).
  8. Que o "Despedimento por Inadaptação" - eu nem sabia que isto existia - não tem aplicação na prática, mas que deve ser clarificada (dando uma série de recomendações, das quais destaco "Entende-se que o acento tónico deve ser colocado na impossibilidade de manutenção da relação de trabalho – critério comum a todas as situações de despedimento – que, neste caso, teria origem na inadaptação ou mesmo na ineptidão do trabalhador."
  9. Que é conveniente reduzir as reuniões de trabalhadores (com base em convocatórias sindicais ou de representantes da comissão de trabalhadores) para um máximo de 20 horas anuais (em deterimento das actuais 30).
Feito o resumo, acho que me limito a dizer que gastando dinheiro de forma absurda em Comissões deste género, parece-me claro que não vamos a lado algum. Em vez de evoluirmos, estamos a regredir. Mas é o país ditassocrático que temos...

Para quem perdeu o fim-de-semana futebolístico:

Resumo do jogo do Benfica:
  • Oportunidade do Setúbal
  • Oportunidade do Setúbal
  • Oportunidade do Setúbal
  • Pancadaria entre Luisão e Katsouranis
  • Golo do Benfica
  • Oportunidade do Setúbal
  • Golo do Setúbal
Resumo do jogo do Sporting:
  • Oportunidade do Sporting
  • Golo do Boavista
  • Oportunidade do Sporting
  • Oportunidade do Sporting
  • Oportunidade do Sporting
  • Oportunidade do Sporting
  • Golo do Boavista
  • Oportunidade do Sporting
Resumo do jogo do Porto:
  • Fífia do guarda-redes da Naval
Espero que tenham ficado esclarecidos.

Aposta Paga!

Para a próxima, limito-me a perder euros e não os meus princípios.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Duas sugestões musicais:

O Guru já me tinha indicado que o novo álbum era brilhante... Alicia Keys - "No one":



Para quem não se lembra dela, uma das músicas do álbum antigo:



Como o próprio Guru afirma, está calma e descontraídamente a entrar num grupo restrito de cantoras de eleição, na qual se inclui uma semi-deusa de seu nome Jill Scott:

Jill Scott - "A long walk"




Lupe Fiasco & Jill Scott - "Daydreamin' "


Uma mensagem de Natal diferente...

... e atrasada. Espero que tenham passado uma boa quadra festiva.

Exoneração ou a Breve História de Culpar Alguém

A Câmara Municipal de Lisboa decidiu exonerar seis responsáveis do Departamento de Gestão Urbanística após a sindicância pedida pelo anterior autarca, de seu nome Carmona Rodrigues. Ocorre-me apenas o seguinte:
É PRECISO TER LATA!



Vamos por as coisas por tópicos, pode ser que ajude:
  • Exoneram-se os responsáveis e não se responsabiliza o anterior Vereador com o mesmo pelouro?
  • O anterior autarca não é, também ele, responsável? Ou será que os responsáveis actuais se auto-nomearam? (Sendo assim, nomeio para Responsável de Obras Feitas o autor deste blog, com um ordenado de 4750 euros, automóvel, telemóvel e refeições tudo à conta da CML)
  • Os Vereadores não são praticamente os mesmos? Pelo que vejo, exceptuando alguns casos raros no PS, uma lista nova no PSD e a ausência do CDS/PP por troca com um dos existentes, está tudo igual...
  • Indo a um nível mais baixo, os Responsáveis são responsáveis de qualquer coisa e de alguém. E que tal também analisarem esse alguém?
  • Se o relatório foi recebido hoje, porque é as exonerações foram em tempo recorde, sem direito a processo disciplinar para futura averiguação? Voltámos ao tempo da exoneração à la carte e à la minute "toma lá que é fresquinho" do tempo do AOS?
  • Agora que me lembro, no tempo do AOS, os próprios, quando eram considerados pouco eficientes (nem sequer eram corruptos, apenas incompetentes), demitiam-se e davam lugar a outro. Agora, quando são incompetentes no Estado, vão para um lugar de Administrador não-Executivo numa empresa pública.
Brilhante, mesmo brilhante a política que temos.

A importância das coisas!

- Que azar que eu tenho!

O pensamento descrito é o que se sobrepõe na minha mente, naquela sala de espera. Estão 8ºC em Lisboa e estou, novamente, na mesma sala de espera.

- Que azar que eu tenho!

Outra vez? Malditos comprimidos. Mas são vitais, sem eles ele não sobrevive. Com eles, surgem os "efeitos secundários"...

- 1% das pessoas pode manifestar vómitos, náuseas,

... dizem eles. Observo a sala, pela primeira vez. Parece que o hábito da ocorrência já me faz ver as coisas de forma diferente. Paredes brancas, cadeiras extremamente desconfortáveis e outras 4 pessoas, além de duas auxiliares e 1 enfermeira.

- Que azar que eu tenho!

A TV berra o "Preço Certo". Um olhar desconfiado à mesma permite discortinar as duas únicas razões para ver o programa (sem som, está claro). Olho à volta: uma senhora idosa de aspecto desconsolável vira furiosamente as páginas de uma revista. Uma médica entra na sala e dirige-se a ela:

- Está a ser preparado. É operado ainda hoje.

Sai uma lágrima.

- Tenha calma, agora está controlado.

Sai um sorriso forçado e duas lágrimas escorrem rapidamente pela face. A outra senhora ao lado, olha para ela com pena, enquanto a TV continua a berrar

- O próximo concorrente vem da Bobadela.

E eu continuo:

- Bolas, que azar.

O olhar de pena acaba-se quando chamam o nome dela. Entra um homem que se chega ao pé dela

- Coragem, vamos!

Ela hesita, mas vai. Pouco tempo depois, sai e desloca-se com uma auxiliar a uma outra sala, com um dístico na porta: "Oncologia - Consultas".

- Bolas.

Devo estar com um olhar parvo, mas começo a duvidar do meu azar. Duas horas passaram e não há notícias do que a mim diz respeito. Abre-se a porta das Urgências.

- O fígado decidiu fazer das suas. Sabe que com estes comprimidos que toma, qualquer coisinha é razão para dar porcaria. Toma isto e daqui a 2 dias tudo deve voltar ao normal.

Agora o sorriso forçado é meu. Repenso o que pensei e acabo comigo a dizer

- Que sorte tenho eu!

Diálogo no Trânsito em dia de Chuva - 2

(Apitos e travagens depois, abrem-se os vidros)
- Ó animal, então viste o que fizeste?
- Eu?!?!?!
- Sim, minha besta, tens que andar em frente!
- Olhe para o chão, está uma seta a dizer obrigatório virar à esquerda!
- E depois? Eu quero ir em frente!
- Eu também quero ser gestor público e não me deixam!

Diálogo no Trânsito em dia de Chuva - 1

(Apitos e travagens depois, os vidros abrem)
- Então você viu a asneira que fez?
- Eu?!?!
- Sim, estava a rodar na rotunda.
- Desculpe?!?!?
- Sim, a rodar na rotunda e não me deixa ir em frente.
- Ah, isso. E fui eu que fiz a asneira?
- (gesto impronunciável e indescritível)
- O que o senhor põe no cu é problema seu.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

A vergonha!

Que o presidente do Benfica nos habituou a ditos incríveis, ninguém duvida. Que se suspeitava que o sujeito paga aos jornais para dizerem o que ele quer dizer, também era mais ou menos do senso comum. Mas agora tive uma prova de que isto se passa assim. Só desta forma se pode explicar um escândalo protagonizado pelo Orelhas (acho que um termo jocoso é a única forma de caracterizar o animal) ter sido virado a favor dele. Como nos regemos por outros modelos, decidimos publicar a história verdadeira, escrita originalmente num jornal regional de Braga.

O pequeno Bruno Silva, de oito anos, está a ser disputado por Sporting e Benfica, mas não está a aguentar a pressão provocada pelo interesse dos dois clubes. O motivo é a sua inscrição na Associação de Futebol de Lisboa como jogador do Benfica, que o impede de alinhar em outras equipas. O jovem quer jogar na academia que frequenta em Braga e já se encontra a receber tratamento psicológico.

Foi há um mês e quatro dias que Bruno Silva jogou pela última vez na Bragafut. A inscrição como atleta amador do Benfica para 2007/08, efectuada a 24 de Julho, vincula o pequeno prodígio por uma época ao clube da Luz, ainda que esteja matriculado na Bragafut e com as mensalidades todas pagas pelo Sporting (até fazer 11 anos).

O pai de Bruno, operário e futebolista amador, garantiu ao PÚBLICO que o filho "é do Sporting" e diz que só assinou "papéis para autorizar a presença dele num torneio que o Benfica ia disputar a Numancia". "Não imaginava que iam usar a minha assinatura para federar o Bruno", afirmou, lembrando que o filho não chegou a jogar nesse torneio.

"O meu filho visitou o Benfica, mas só chegámos a acordo com o Sporting, num protocolo em que participou a Bragafut." Versão diferente foi defendida anteontem pelo presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira: "O Benfica não obrigou ninguém, nem enganou ninguém, no processo que envolve o Bruno Silva. Não vamos pactuar com oportunismos e muito menos com mentirosos", disse durante a apresentação de um franchising das escolas do Benfica. "Esse jovem esteve no camarote presidencial, foi ao balneário com o Simão, levou bolas e a camisola do jogador. Junto do Simão, o pai disse ser um orgulho muito grande vestir a camisola do Benfica. Estou convicto de que este caso será exemplar para determinados encarregados de educação."

O director da Bragafut, Filipe Marques, contou que a academia de futebol bracarense "cortou relações com o Benfica". Em Abril, queriam levar o Bruno ao Mundialito (no Algarve) pelo Benfica, mas não deixámos. As nossas divergências não se limitam ao miúdo. O Benfica tem-nos decepcionado em muitas vertentes", revelou Filipe Marques.

Segundo aquele responsável, o protocolo com o Sporting não foi beliscado". Mesmo que o Benfica não abdique de Bruno Silva até ao final da época, o Sporting continuará a suportar as despesas do jogador e de mais três atletas da academia, tendo em vista uma transferência quando tiverem 11 ou 12 anos." Fonte do Sporting limita-se a dizer que o que o Benfica fez "não é normal".


Inacreditável, não é? E depois, parece que é muito importante estar com o Simão e no camarote presidencial. Qualquer borrabotas pode estar com o Simão e ir ao camarote presidencial. Se até deixam entrar o Orelhas, porque raio é assim tão importante?

Alguns jornais justificaram esta confusão, culpando os pais que foram gananciosos ou culpando o miúdo que ficou tentado pelos dois. O verdadeiro culpado é só um, e tanto mais grave se torna pelo facto do centro de toda esta confusão ser um miúdo de 8 anos, e nem isso evitou que o animal se comportasse como uma cavalgadura.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Autismo

«Governo contabiliza adesão à greve na administração central em 22 por cento»

Brilhante. Estamos no tempo da desinformação. Com a ajuda da RTP, locais escolhidos a dedo foram visitados pelas reportagens, para dar a ideia completa da normalidade. É pena que o português, por mais estúpido que seja, já percebeu que há dois países: o real e o que passa nas TV's.

Querem ver outro caso? Procurem pelos verdadeiros incidentes dos militares estacionados nas zonas de guerra (Iraque e Afeganistão) e procurem saber das condições dos militares. E acreditem também que não há voluntários...

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Simplesmente fantástico!

Que o pasquim em questão nos tinha habituado a peças de mau jornalismo e pouca imparcialidade, já o tinha referido anteriormente. Mas hoje atingiu um limite impensável. Alguém que ensine aos idiotas que a tradução de "Algeria" é Argélia.

domingo, 18 de novembro de 2007

Competência (ou falta dela)!

Bom, soube-se que as Estradas de Portugal andam a gastar demais. Politicamente, e como falta pouco tempo para eleições, o Publicitário-Mor não gostou e ordena ao Ministro Bonacheirão que mude o sujeito.

Ora, escolher alguém é fácil. Escolher alguém que faça o líder da oposição elogie é mais difícil. Mas escolher alguém que seja competente (seriamente competente e não politicamente competente, são duas coisas completamente diferentes) e que seja elogiado pelo líder da oposição, ainda mais difícil se torna.

Por outro lado, olhamos para uma RTP que transparece uma certa insegurança interior (principalmente na relação entre Administrador e empregados) para a opinião pública mas que, a confiar nas crónicas que me chegam de pessoas que lá trabalham, ainda é pior. Sabemos da ponta do "desconforto" (processo ao José Rodrigues dos Santos), sabemos do número de processos disciplinares a jornalistas, mas há mais problemas: má gestão do pessoal (secções com excesso de pessoas e outras com falta delas), memorandos de conteúdo, vá, pouco democráticos no séc. XXI, ...

Então o que se faz? Coloca-se o mau gestor (uma empresa pública não são só números, como o Publicitário-Mor quer fazer crer, e mesmo nos números, era bom que o Tribunal de Contas confirmasse as contas da RTP) numa empresa mal gerida. Mas é amigo do Ministro. Pronto, como é amigo do Ministro e laranja, já pode ser. E com isso, até se cala o líder da oposição.

Pobre Portugal entregue a estes parasitas. Quando lhes chegará a vergonha?

sábado, 17 de novembro de 2007

Ota

Está na ordem do dia. De novo. O que é que isso significa para nós, portugueses? Simples, que estamos a pagar estudos encomendados por amigos de amigos da malta que governa. A recente cronologia permitirá esclarecer que, de facto, passa-se mais tempo em estudos que a trabalhar neste país, senão vejamos:
  1. A Confederação das Indústrias Portuguesas (CIP) faz um estudo que conclui que o aeroporto em Alcochete é que era.
  2. O Ministro Lino (cujo artigo da Visão desta quinta-feira a Áurea Sampaio classifica como bonacheirão e amante da boa mesa... eu sou amante da boa mesa e não tenho um ar tão absorto e idiota como ele a explicar os benefícios do aeroporto na Ota) encomenda um estudo à Rede Ferroviária de Alta Velocidade (RAVE) (cf, nota de rodapé) para arrumar o estudo da CIP.
  3. A CIP tenta salvar o seu estudo, apontando claramente a encomenda com laço e açucar do Ministro, e insinuando que o lobby PS dos terrenos na Ota é a única coisa que faz manter viva aquele pântano como localização.
  4. Entra em cena o defensor das causas perdidas, mostrando por A+B que o estudo é mau. Além de ser parcial, devido à sua cor política, como raio é possível confiar numa opinião de alguém que nem sequer sabe contar? (Gostei particularmente do especialista em Túneis "entrevistado" pelo Expresso... uma pesquisa mais atenta descobre que o senhor referido como especialista em túneis tem 3 anos de experiência profissional e área da sua formação é ... pontes!)
  5. Obviamente que chegamos aos dias de hoje e só sentimos que estão a ir-nos ao bolso porque nada disto serve aos portugueses mas sim a interesses particulares.
Notas adicionais:
  • Em relação à RAVE, lê-se no site, na parte do "Quem somos?":
«A RAVE, Rede Ferroviária de Alta Velocidade, SA, é a empresa portuguesa que tem por missão o desenvolvimento e coordenação dos trabalhos e estudos necessários para a formação de decisões de planeamento e construção, financiamento, fornecimento e exploração de uma rede ferroviária de alta velocidade a instalar em Portugal Continental e da sua ligação com a rede espanhola de igual natureza.»
É só de mim ou isto cheira a "jobs for the boys" criado pelo PS em 2000, continuado pelo PSD e agora reaproveitado pelo PS para os seus intentos?
  • Em relação ao ponto 4, o argumento usado é do mesmo calibre que esse senhor usa para atacar quem não gosta, ou seja, algo de completamente inócuo, que nada tem a ver com o assunto em discussão, mas que serve para tentar enfraquecer o opositor.


Hiato.

Tinha que escrever hiato no blog. Sabe bem. Não ganhei 50000 euros como a outra por saber o que era cáfila. Pronto, mas nem toda a gente pode ganhar 50000 por ninharias.

Isto tudo para dizer que estou de volta. Agora é que vamos entornar o caldo.